// 10 razões/ mitos porque não consegues perder peso

Se não tivermos atenção e não nos prevenirmos, o nosso quotidiano contribui facilmente para um aumento do sedentarismo e de doenças cardiovasculares. Excesso de peso, estética ou outras razões, têm levado muitos a procurar no exercício físico a chave para solucionar esta questão. Mas quantos começaram a treinar e não conseguiram obter os resultados que estavam à espera? Porque razão não consegues perder peso?


1. Posso comer este doce porque treinei hoje?

Treinar só não chega! Já alguma vez ouviste ou disseste a seguinte expressão: “posso comer este doce porque treinei hoje!”? O facto de teres treinado não te torna imune a tudo o que comes. Não és prisioneiro/a do teu peso, mas o treino, sem alterações do teu estilo de vida, não faz milagres. 


2. O treino e o descanso.

Queres perder peso mas treinas 7 dias por semana, e não consegues emagrecer? Como em tudo na vida, treinar também deve ser de forma equilibrada. Treinar sem descansar não te fará emagrecer mais. O risco de lesão aumenta e a tua performance vai diminuir, ou seja, vais treinar menos do que realmente consegues. Tira um ou mais dias por semana para deixar o teu corpo recuperar do estimulo agressivo que é o exercício físico. 


3. A passadeira não é o teu melhor amigo.

Passar duas horas a treinar numa máquina de exercício cardiorrespiratório não é solução! Um corpo com mais massa muscular é um corpo metabólicamente mais ativo, e por isso, despende mais energia ao longo do dia. Porque não fazer um treino com uma componente de resistência muscular ou hipertrofia para aumentar a sua massa muscular? Isto não significa que não podemos fazer treinos com uma componente cardiorrespiratória, devemos realiza-los, mas de forma a dar estímulos diferenciados ao corpo, o treino intervalado pode ajudar no aumento da intensidade de treino e obtenção de melhores resultados. É melhor treinar menos, com intensidade, do que muito e demasiado "leve".


4. É uma questão de matemática.

Devemos incluir no nosso estilo de vida uma alimentação saudável que te ajudará a perder peso. É uma questão de matemática! Se ingerires uma quantidade calórica superior ao gasto energético total diário, não vais conseguir perder peso. A redução de quantidades alimentares excessivas, introdução de elementos mais saudáveis, redução de comportamentos alimentares negativos podem ajudar-te a melhorar a tua alimentação e a atingir os teus objetivos. Mas lembra-te, a tua dieta habitual não deve ser extremamente rígida e impossível de cumprir!


5. Comer “demasiado” saudável.

Será que uma alimentação demasiado saudável está a diminuir a tua possibilidade de perder peso? O corte radical de grupos alimentares é um erro. Precisamos dos macronutrientes: glícidos, lípidos e proteína; precisamos dos micronutrientes e da fibra. Mas cada um na percentagem certa, pois desempenham papeis diferenciados. Precisamos de entender a diferença entre as gorduras saturadas e insaturadas, a diferença entre os hidratos de carbono simples e complexos, criando uma dieta equilibrada, saudável e que te permita treinar sem fraqueza e perder peso de forma saudável. O essencial é teres uma dieta saudável que se enquadre perfeitamente nas tuas preferências alimentares.


6. Como o sono te pode ajudar.

Perturbações do sono ou poucas horas de sono podem impedir-te de perder peso. Este fator vai provocar alterações hormonais ao nível da Leptina (diminui a sua concentração sanguínea) e da Grelina (aumenta a sua concentração). Estas hormonas estão relacionadas com o apetite, ou seja, quanto maior for a concentração de Leptina e quanto menor for a Grelina maior a saciedade. Desta forma alterações do sono vão potenciar o apetite, entende-se quão prejudicial são os padrões do sono nesta matéria. 


7. O teu corpo não gosta de radicalismos. 

Uma restrição calórica excessivamente acentuada resulta numa diminuição da energia despendida diariamente, diminuição da Leptina e Colecistoquinina, aumento da Grelina e aumento do apetite, que vão contribuir para um ganho de peso. No equilíbrio está a virtude.


8. O mais importante não é o peso.

Se te pesares todos os dias a balança vai dar-te alguns desgostos. Existem variações do peso nas diferentes horas do dia e de dia para dia, estas variações podem não ser indicativo de alterações reais do peso. Sugerimos fazer um controlo mensal, trimestral ou semestral do teu peso, mas mais do que isso, percentagem de massa gorda, percentagem de massa muscular, perímetros e pregas adiposas para um controlo mais assertivo dos teus resultados. Podes inclusive, tirar uma fotografia no inicio da tua alteração de estilo de vida e ir comprovando a tua imagem ao longo do teu percurso. Não te desmotives, não te foques apenas no peso e, mais importante de tudo, sê consistente no teu percurso. 


9. Mais suor, menos peso?

Se suar muito estou a perder mais peso? Quando o teu treino te faz suar, significa que o teu corpo está a defender-se de uma temperatura corporal elevada que pode ser prejudicial ao corpo. Não significa que quanto mais suares mais perdes gordura, apenas estás a perder água e sais minerais, que terá de ser reposta posteriormente para a manutenção do equilíbrio hídrico celular. Suar mais não significa um treino mais produtivo, e logo maior perda de peso.


10. Guerra de alimentos: quantidade VS qualidade.

Densidade energética VS densidade nutricional para uma maior saciedade. Ao ingerimos 200 kcal equivale a metade de um cheeseburger ou a 588 gramas de brócolos. A mesma quantidade energética, mas com impacto diferentes na saciedade. Um alimento com maior densidade nutricional provê mais e melhores nutrientes por cada grama ingerida, enquanto que alimentos mais ricos energeticamente possuem maior quantidade calórica por grama. Devemos ingerir alimentos mais ricos nutricionalmente, gerir o ingestão calórica de forma acertada podendo saciar a nossa fome e atingir os objetivos propostos. Portanto, se optares pelos alimentos certos podes ter "o melhor de dois mundos": quantidade e qualidade.

Bons treinos e bom estilo de vida!

Referências bibliográficas 
Sivak, M., (2006). Sleeping more as a way to lose weight. Obesity Reviews 7: 295–296.
Sumithran, P., Prendergast, L., Delbridge, E., Purcell, K., Shulkes, A.,  Kriketos, A, & Proietto, J. (2011). Long-Term Persistence of Hormonal Adaptations to Weight Loas. The New England Journal of Medicine 365;17.

17 de Fevereiro de 2016 Benefícios do Treino
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